segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mudar o mundo

Mudar o mundo era um anseio que eu sempre tive quando era moleque, ver pessoas sofrendo sempre me comoveu e como todo adolescente inconseqüente eu achava que não deveríamos medir as conseqüências para alcançar esse fim, mesmo que elas fossem catastróficas.

Mas com o tempo eu fui aprendendo que só se muda o mundo quando mudamos a nós mesmos e que o nosso mundo é aquele que está ao nosso redor, aquele que está ao nosso alcance.

Hoje, dois anos e meio após ter conhecido a Doutrina Espírita, reconheço que ante uma pessoa que sofre por causas físicas, aquelas que tanto me comoviam e comovem, a melhor solução é o Evangelho de Jesus Cristo, claro, não significando que devemos nos abster de amenizar as dores físicas e necessidades materiais.

Mas entendendo que todas as aflições pelas quais passamos são fruto dos nossos atos errôneos seja desta ou de outra vida, o Evangelho, como a receita do psicoterapeuta de Nazaré, é o caminho para a mudança do mundo, pois ele é o mais significativo código moral que se amplamente divulgado e vivido, fará com que as pessoas levem uma vida reta, não mais cometendo os erros ante cometidos e assim não mais arrumando débitos ante a própria consciência.

Transcrevemos agora a questão 889 de “O Livro dos Espíritos”:

“Não há homens reduzidos à mendicância por suas faltas?
Sem dúvida, mas se uma boa educação moral os houvesse ensinado a praticar a lei de Deus , eles não cairiam nos excessos que causam sua perda; é disso sobretudo que depende o melhoramento do vosso globo.”

Em outras palavras, o melhoramento do mundo depende de uma boa educação moral, que nos leva a praticar a lei de Deus, pois é justamente o afastamento dessa lei que gera os sofrimentos humanos, essa lei que tem como ponto básico o amor ao próximo.

Então ao vermos pessoas que padecem de sofrimentos morais ou materiais, em decorrência da miséria ou de doenças, não nos furtemos de auxiliá-los da melhor maneira possível, mas não nos esqueçamos de levar-lhes também a luz do Evangelho de Jesus, que, conquanto não seja o único (vide o budismo, islamismo, etc), é o mais seguro roteiro de auto-iluminação de que nós dispomos.
Portanto o Espiritismo, sendo o Evangelho Restaurado, sem todas as imperfeições impostas pelo homem por interesses político-econômico, deve ser divulgado, não imposto, mas sua luz de esclarecimento e consolação deve brilhar entre os desvalidos e sofredores, ele deve ser usado como instrumento de moralização para que é um dia, com o decorrer das vidas sucessivas que nos permite progredir, não mais haver na Terra pessoas padecendo de dores intraduzíveis e esse dia só chegará quando a humanidade abandonar o egoísmo e vivenciar o amor ao próximo e a fraternidade.

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