quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Jesus e o Espiritismo

“Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, afim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece. Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Santo-Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito.” João 14: 15, 16, 17 e 26.

Jesus e o seu Evangelho são pouco compreendidos e ainda menos vividos; nesses últimos dois mil anos os homens deturparam e desvirtuaram seus ensinamentos, tudo por interesses escusos, fatos esses dos quais não nos esquivamos, pois compreendendo a reencarnação sabemos que éramos nós que efetivávamos essas ignomínias. O Mestre Nazareno, sabendo que seus ensinamentos de fraternidade iriam abalar a sociedade vigente, acostumada a cultos externos que eximiam os homens de verdadeiramente mudarem suas más condutas, programou para no tempo certo, quando a ciência estivesse liberta das imposições religiosas, mandar o Consolador, por ele prometido, como demonstra o citado texto bíblico.

Não raro, nos defrontamos com pessoas que não compreendem qual o verdadeiro caráter da Doutrina Espírita, não compreendendo que ela nada mais é do que o Evangelho Restaurado, sem as deturpações de origem humana. O Espiritismo, pois, é o Evangelho de Jesus de volta; com ele passamos a ver Jesus de Nazaré não mais como o Deus que quer apenas ser louvado ou lamentado (na sexta-feira da paixão), mas sim como o nosso modelo e guia, um mestre por excelência, que nos fornece as diretrizes para uma vida em paz e feliz.

Não há que se falar também em privilegiados, pois a Doutrina dos Espíritos foi ditada para a humanidade, afinal, com base no citado nome, quem na Terra não é espírito? Portanto, ela é para todos!

Por tudo isso, devemos nos ater no caráter cristão do Espiritismo, deixarmos para segundo plano os fenômenos mediúnicos e esquecermos das facilidades evocadas nos cultos exteriores que não são maus, mas que também nada nos acrescentam. Vivenciemos o Evangelho como roteiro para a felicidade na paz de consciência, pois se o Espiritismo como Evangelho Redivivo precisa ser divulgado, não há maior meio de divulgação deste do que os exemplos daqueles que o professam.

Ademais, a escola da beneficência e da caridade é o instrumento pelo qual nos acostumamos a prática do bem, nos libertando do vício do egoísmo e do orgulho que nos domina há várias reencarnações. Por isso Allan Kardec cunhou a célebre frase: “Fora da caridade não há salvação”.
Para encerrar, gostaria de aqui transcrever uma frase dita pelo espírito do Dr. Inácio Ferreira, no livro “Fala, Dr.Inácio!” de Carlos Baccelli, quando perguntado sobre qual tema ele achava importante para uma palestra, no que ele responde: “O Espiritismo sem Jesus não tem sentido”.

2 comentários:

Neusinha Brotto disse...

olá!
adorei seu blog...
acho fantastivo mesmo ter pessoas interessandas em divulgar a doutrina em tds os campos
parabens!!

Douglas disse...

Caro amigo Wlad, que felicidade ver sua entrega a essa doutrina esclarecedora, libertadora e desafiadora que é o Espiritismo.
Esclarecedora porque vem nos demonstrar as verdadeiras leis que regem e regulam o universo, bem como todas as criaturas existentes nele, nos conscientizando de nossas responsabilidades como cidadãos do universo. Libertadora porque nos livra das ilusões criadas durante milhares de anos, para nos fazer acreditar que algo ou alguém acima de nós determinava tudo em nossas vidas, desencorajando e impossibilitando que cada criatura travasse sua luta para mudar seu destino e buscar a felicidade, dentro do que nosso mestre Jesus nos ensinou. Desafiadora porque nos convida a guerrear com nosso maior inimigo: nós mesmos.
Um grande abraço do amigo
Douglas.