domingo, 30 de março de 2008

O que é ser cristão?


“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” Mateus 16:24.
Somos espíritos eternos que de reencarnação a reencarnação temos vivido de maneira egoísta e soberba, pouco nos preocupando com as dores e com os flagelos daqueles que padecem das mais pungentes dores morais e físicas. Poucos de nós, talvez, tenham sido alheios a fé cristã, mas o que aconteceu foi que não compreendíamos o que é ser cristão. Sim, nos dizíamos ser cristãos, mas não vivenciávamos o Evangelho, não tentávamos ser semelhantes a Jesus Cristo.

Como fica claro no citado texto evangélico, ser cristão não é meramente assim se auto-declarar e esperar facilidades e comodidades egoísticas, não é cruzar os braços ante as infelicidades alheias. Não, ser cristão é trabalhar a cada dia para a auto-iluminação, através da prática constante do bem que há de transformar nossos corações endurecidos e acostumados com o egoísmo que nos domina há séculos.

Tomar nossas cruzes significa assumir nossas responsabilidades ante a Consciência Divina, pois outrora andamos contra os preceitos de amor ao próximo que Deus espera de todos nós; e negar-se a si mesmo é o oposto ao egoísmo, o que demonstra que não seremos verdadeiramente cristãos enquanto não passarmos a nos preocupar com os menos afortunados do que nós, ampará-los, buscar conter suas lágrimas e desenhar um sorriso, nem que breve, nos seus rostos tão acostumados ao sofrimento.

Não parece ser fácil levar uma vida segundo os preceitos de Jesus, mas ele mesmo disse que teríamos que andar pelo “caminho estreito”, porém, quem assim procede encontra a verdadeira felicidade que consiste em servir os que sofrem, saber que contribuímos, nem que pequenamente, para uma causa maior que é o melhoramento do mundo, através da verdadeira vivência do cristianismo, que com a Doutrina Espírita ganhou a sua restauração.

Portanto, sigamos o Mestre Jesus, mesmo que falhos e vacilantes, continuemos a caminhar segundo o estandarte do “amor ao próximo”, pois um dia haveremos de triunfar sobre nossas próprias imperfeições e neste dia, despojados de todos os vícios e das más paixões, seremos verdadeiramente felizes.

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