terça-feira, 26 de abril de 2011

Algumas reflexões sobre a mediunidade


Foi a mediunidade - há quase seis anos - a responsável por meu interesse pelo Espiritismo, interesse esse que não passava de mera curiosidade.
Como acontece com muitas pessoas, o fenômeno mediúnico era, para mim, o maior atrativo da Doutrina, desconhecedor que era da sua real finalidade junto à Humanidade.

Muitos, no entanto, mesmo após algo estudarem e mais se aprofundarem nos assuntos da Doutrina, conhecendo seu aspecto mais importante que é o fato de ser o Cristianismo Redivivo, continuam, porém, interessados apenas no seu aspecto mediúnico.

Para alguns, infelizmente, o Espiritismo torna-se apenas uma espécie de catolicismo onde se crê em reencarnação e se faz reuniões onde os encarnados se colocam em contato com os espíritos.

Sem a pretensão de me colocar na condição de alguém iluminado que tudo já sabe e muito menos tudo já vivencia em matéria de Evangelho - que é a nossa maior necessidade -, mas também não me esquivando de exercer meu direito à liberdade de pensamento e expressão, digo que às vezes a mediunidade é muito mal compreendida pelos próprios espíritas militantes.

Mediunidade, a meu ver, não é só reunir-se uma ou duas vezes por semana em torno de uma mesa e lidar com espíritos, mediunidade, creio, é também ser médium do amor de Deus e da boa vontade dos bons espíritos no ato de atender o próximo, de amenizar a dor dos mais sofredores.

Penso que todas as vezes que vamos até um doente e o amparamos, todas as vezes que estendemos a mão para quem precisa, levando consolação e assistência material/moral, estamos sendo médiuns! Médiuns do amor de Deus, médiuns dos bons espíritos que agem - como ministros de Deus - utilizando-se do nosso pequeno esforço, levando bençãos, palavras de paz, de esperança e todo tipo de amparo.

Essa é a mediunidade mais gostosa de se exercer! É também aquela única que pode fazer com que consigamos nos autoiluminar, exercitando o amor e aprendendo, com efeito, a amar.


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