terça-feira, 19 de julho de 2011

Reencarnação existe?


No Evangelho de Mateus, no capítulo XVI, versículos 13 a 17, Jesus interpela os discípulos sobre quem o povo pensava que Ele era. Eles respondem que uns diziam que Ele era Elias, outros que Ele era João Batista, outros ainda que Ele era Jeremias ou algum outro profeta do velho testamento...

Em outra significativa passagem, contida também no Evangelho de Mateus, capítulo XVII, versículos 10 a 13, os discípulos interrogam a Jesus, questionando por que os escribas diziam que Elias deveria vir primeiro do que o Messias prometido, no que Ele responde que Elias já havia vindo, concluindo a narração com a afirmação de que Jesus se referia a João Batista.

Diante desse trecho é fácil concluir algumas coisas: primeiro, que os apóstolos criam - ou ao menos cogitavam - a existência da reencarnação, vez que falam com naturalidade das especulações sobre quem Jesus teria sido; segundo, que Jesus confirma que João Batista era Elias e, com isso, Ele está a confirmar a existência da reencarnação; e, por fim, que se a reencarnação não existisse, se fosse uma crença errada, o Cristo a teria corrigido/combatido nesse momento em que os apóstolos se mostram crentes quanto a existência das vidas sucessivas.

A crença na reencarnação é tão antiga quanto a crença na imortalidade da alma, estando presente no budismo, no hinduísmo, em alguns ramos do judaísmo e também em algumas religiões antigas da Grécia, Pérsia, Egito, etc.

Várias pesquisas científicas foram feitas sobre a reencarnação, sendo a primeira delas feita por Eugène-Auguste Albert de Rochas, no período de 1903 a 1910, que listou os casos de dezoito pessoas que se lembravam de vidas passadas. Mais recente são os estudos do Dr. Sri Hemendra Nath Banerjee, da Universidade de Rajasthan, na Índia, que catalogou mais de três mil casos de reencarnação ao longo de vinte e cinco anos de estudos. Digno de nota também o trabalho do Dr. Ian Stevenson, professor da Universidade de Virgínia, nos EUA, que já listou mais de dois mil e quinhentos casos de pessoas que se lembram de vidas passadas, comprovando os fatos e as pessoas que elas alegam terem sido por meio de documentos.

No Brasil, o professor Hernani Guimarães Andrade listou e escreveu livros sobre o assunto, expondo vários casos em que comprova-se a reencarnação.

Além desses cientistas aqui citados, vários outros pesquisaram o assunto, mas vale salientar que todos foram lógicos e científicos nas análises, sempre cogitando todas as hipóteses possíveis diante do caso de uma pessoa que se lembra de fatos que não lhe ocorrem na presente vida, concluindo, na maioria deles, que só a reencarnação poderia explicar aquelas lembranças.

A crença na reencarnação, sobretudo, é lógica e, com efeito, deve ser encarada não como dogma religioso, mas como uma lei biológica, mais uma das muitas que regem a vida das criaturas na Terra.

Sem a reencarnação como se explicaria as tantas diferenças entre os seres humanos? Partindo do pressuposto de que existe um Deus soberanamente amoroso e justo, forçosamente toda e qualquer injustiça - no que tange à vida natural - deve ser meramente aparente e toda desigualdade entre as criaturas não deve jamais ser por conta de Deus. Senão, Deus não seria justo.

Em um mundo onde uns nascem na opulência, enquanto outros nascem na miséria; uns nascem sadios, enquanto outros vêm ao mundo com deficiências congênitas várias; como, diante disso, crer que o Deus de amor e justiça privilegia uns e condena outros a uma vida difícil e/ou sofrível? Pode se dizer que é para testar a fé dos indivíduos, mas por que uns precisam passar por esse teste enquanto outros não? Teste esse que muitas das vezes leva a pessoa a sucumbir...

Crendo e entendendo a lei biológica da reencarnação vemos, claramente, que as aflições - cujas causas de maneira alguma encontramos nesta vida -, só podem ter sua origem em outra vida, sem isso Deus seria injusto.

Nossos erros e sofrimentos causados a outrem em vidas passadas repercutem hoje como lição preciosa a nos ensinar a conduta reta, pautada na fraternidade. Sendo que não nos lembramos do que fizemos porque se assim não fosse, viveríamos atormentados pelos atos passados que cometemos, não raro, com quem hoje nos é próximo.

A reencarnação é, portanto, lei biológica da vida que nos enseja bendita oportunidade de refazimento, de reeducação, para que, só assim, se cumpram as palavras de Jesus: "Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou há de se perder."








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