terça-feira, 9 de agosto de 2011

Espiritismo, religião da fé raciocinada


Toda religião, cristã ou não, leva a Deus. Isso é uma certeza.

Porém, tendo em vista que cada ser humano encontra-se numa faixa de evolução distinta, ou seja, cada indivíduo possui uma idade espiritual, cada religião existe justamente para atender aos anseios de certo número de pessoas, em correlação com o que estas podem assimilar em espiritualidade.

A evolução das religiões faz-se inevitável.

No passado distante, no paleolítico e no mesolítico (há cerca de 15 mil e 10 mil anos antes de Cristo, respectivamente), as manifestações religiosas já existiam, tendo como base os fenômenos da natureza.

No início da história, após a invenção da escrita (há mais ou menos 6 mil anos), deuses mais elaborados surgiram no Egito e na Mesopotâmia.

Na Índia e na Grécia (sobretudo junto a cultura minóica da ilha de Creta) antigas, toda uma mitologia foi se desenvolvendo, com seus deuses poderosos, mas cheios de defeitos humanos.

Os cultos que - na pré-história eram cheios de sacrifício humano - reduziram-se a sacrifícios animais.

Junto ao povo judeu - após a malsucedida tentativa no Egito de Akhenaton - surgiu o culto ao Deus único, não se dispensando, no entanto, práticas bem arcaicas como, por exemplo, o sacrifício animal.

Com Jesus nos foi apresentado o Deus de Amor, com o Espiritismo - que é o Consolador Prometido pelo Cristo -, passamos a entender o porque de Deus ser amor, e também veio até nós as explicações sobre outras leis naturais que regem a vida.

Isto posto, sumariamente, percebemos o quanto a religião evoluiu e irá sempre evoluir, assim como todos os ramos da humanidade.

No entanto, a Doutrina Espírita, baseada na fé raciocinada, isto é, em fatos patentes, frutos de observações, análises, experimentos e conclusões - em claro método dedutivo e indutivo de pesquisa -, está alicerçada na dinâmica da evolução do pensamento humano sob reflexos do pensamento Divino, advindo do próprio Cristo.

Luz resplandecente, o Espiritismo é o pálido reflexo do Criador na Terra - em amor e sabedoria - na medida que a humanidade pode compreender e sentir.

Quanto mais luz se conquista, mais luz se capacita a receber, daí o dinamismo da Doutrina do Consolador.

As demais religiões, presas ao convencionalismo terreno, aos jogos do poder e aos interesses econômicos, por conta de tudo isso, ficam presas a um caminhar evolutivo mais lento, vez que este caminhar significa libertar-se desses interesses inferiores - que nós muitas vezes fomentamos -, coisa que alguns dos seus líderes e adeptos não desejam.

Por isso o Espiritismo deve permanecer livre no que tange às amarras advindas das convenções terrenas, mas sempre atrelado ao Evangelho.

Entretanto, as religiões tradicionais evoluirão, a passos mais lentos, é verdade, mas que com o caminhar do progresso humano gradativamente se acelerarão.

Enquanto o Espiritismo for o que é, ou seja, o Evangelho de Jesus Redivivo, ele será eterno, caminhando em expansão de luz e de acordo com a luz que pudermos assimilar.

Nosso compromisso, então, é permanecermos fiéis ao Evangelho de amor ao próximo, única garantia da perpetuação da Doutrina do Consolador que, como prometeu Jesus, veio para ficar conosco para sempre.

Matias;

Areado - MG, 08/08/2011






Um comentário:

Éder Mata disse...

Gosto muito do espiritismo, pois não exclui nenhuma religião, posto que todas que levem à evolução moral da humanidade são a verdadeira luz do criador.
O espiritismo além de não fazer nenhuma cisão, preceitua que o homem tenha Fé em Deus, mas que ao mesmo tempo essa seja raciocinada e livre de formalismos terrenos...
Parabéns Matias - Wladimir, pelos seus ensinamentos nesta escrita.